terça-feira, 1 de junho de 2010
O cancro é uma doença genética
Publicada por Oncologia à(s) 09:20 terça-feira, 1 de junho de 2010O corpo humano corresponde a uma complexa sociedade composta por milhares e milhares de células que vivem em perfeita harmonia. Para que o corpo seja saudável, todas as células devem colaborar entre si. Porém há células que passam a ter um comportamento diferente, proliferando de modo descontrolado e dando origem a tumores. Estas células acabam por invadir e destruir as células normais.
Todas as alterações de comportamento das células cancerosas são devidas a perturbações no seu material genético ou ADN. No corpo humano adulto, cada órgão mantém a sua forma e tamanho constantes. Isto quer dizer que o número total de células não se altera. Na pele, por exemplo, as células das camadas mais superficiais vão progressivamente morrendo e soltam-se como minúsculas escamas. Há sempre uma nova célula que nasce e que vem substituir a que morre. As células sabem quando se devem reproduzir. Através de um conjunto de sensores que recebem sinais do exterior transmite-se ordem aos genes. O problema acontece quando um destes genes que controla a divisão celular perde a sua estrutura química normal. A alteração química da molécula de ADN faz com que a célula se divida independentemente de receber ou não sinal para o fazer. Assim, o número das células vai progressivamente aumentando, dando origem a um tumor.
Uma cópia com erros
Cada vez que uma célula se divide, tem de copiar todo o seu material genético para a célula filha. Ora, ao fazer essa cópia podem ocorrer erros. Assim, quanto mais vezes uma célula se divide, maior a probabilidade de surgirem erros. Algumas alterações tornam o tumor mais agressivo, dando-lhe capacidade de invadir as células vizinhas e colonizar outros órgãos (formação de metástases).
As alterações genéticas causadoras do cancro, são alterações espontâneas na estrutura química da molécula de ADN, ou erros na cópia do material genético durante a divisão celular. Em qualquer dos casos as alterações ocorrem ao acaso, pelo que seria de esperar que a incidência de cancro fosse semelhante para todas as pessoas. No entanto, quando se estuda a frequência dos vários tipos de cancro na população mundial, detectam-se grandes variações. Por exemplo, o cancro da pele (melanoma) é muito mais frequente na Austrália do que no Japão, o cancro do fígado é muito mais frequente na China do que no Canada, e o cancro da mama é muito mais frequente no Norte da Europa do que na China. Esta grande variação deve-se ao facto de que, para além das modificações químicas aleatórias, o cancro é também causado pela hereditariedade e pelo ambiente (dieta, tabaco, infecção por certos vírus e exposição a radiação).
Quando tem cancro causa hereditária?
Quando vários membros de uma família sofrem de cancro, particularmente se sofrem do mesmo tipo de cancro, este tem causa hereditária. Quando, numa família, o avô paterno sofreu de cancro da próstata, e a prima da mãe teve cancro da mama, provavelmente não há razão para pensar em cancro hereditário. Porém, se a avó materna e uma irmã da mãe tiveram cancro da mama, já se deve suspeitar de cancro da mama hereditário. Quando uma pessoa tem familiares com cancro deve aconselhar-se com o seu médico no sentido de perceber se corre, ou não, risco de vir a ter um cancro hereditário.
Apesar de todos os cancros terem como causa uma serie de alterações genéticas, a grande maioria dos cancros não são hereditários. Nos cancros não hereditários, as alterações genéticas ocorrem ao longo da vida do indivíduo e não são transmissíveis aos seus filhos. Enquanto nos cancros hereditários, as alterações genéticas é passada de pais para filhos. Estas alterações não são, por si só, suficientes para causar cancro, mas aumenta muito a probabilidade de vir a ter cancro.
Entre os cancros com causa hereditária mais frequente encontra-se o cancro do cólon e o cancro da mama.
Quando um médico suspeita de um cancro família, solicita um teste genético para confirmar o diagnóstico. No caso de o teste ser feito a uma pessoa já com cancro, um resultado positivo tem consequências importantes. Primeiro, para o tratamento da própria pessoa (o modo de tratar um cancro hereditário pode ser distinto de tratar um cancro não hereditário). Segundo, para alerta os filhos e filhas dessa pessoa para o risco de terem recebido o gene alterado. Quando uma pessoa saudável (isto é, sem cancro) faz o teste e tem um resultado positivo, esta pessoa passa a ter indicação para fazer um programa de vigilância específico de modo a detectar, o mais precocemente possível, o eventual aparecimento de cancro.
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Saiba como prevenir
Publicada por Oncologia à(s) 09:02O cancro da mama é aquele que mais atinge a mulher. É mais frequente a partir dos 40 anos, mas pode aparecer em qualquer idade. O diagnóstico precoce pode ser decisivo na sua cura. Mesmo quando os sintomas não se manifestam de imediato e evoluem de forma silenciosa
Factores de risco
Hereditariedade: está provado que há incidência familiar no seu aparecimento. A doença transmite-se entre as mulheres de uma família. Sempre que existam casos de cancro da mama, há que os referir ao ginecologista ou médico assistente.
Desequilíbrio hormonal: regra geral, existe uma produção equilibrada de estrogénios e progesterona (hormonas femininas) no ovário, no período compreendido entre a 1º menstruação (menarca) e a menopausa. Ou seja, durante o período fértil da mulher. Quando este equilíbrio se altera, e existe uma produção aumentada de estrogénios, estes, sem a acção de progesterona, podem ter um efeito negativo na mama e provocar cancro. A menarca precoce, a menopausa tardia e o nascimento do primeiro filho numa idade “avançada”podem ser factores de risco e até determinantes no aparecimento do cancro da mama, uma vez que a mulher fabricará estrogénios durante mais anos. A vigilância médica á fundamental, mesmo durante a gravidez, fase em que a produção de estrogénios é elevada.
Ausência de ovulações: as mulheres podem ficar meses sem menstruações, o que aumenta a quantidade de estrogénios e diminui a produção de progesterona. Esta situação, designada por sindroma do ovário poliquístico, constitui um factor de risco para o desenvolvimento do cancro da mama.
Pílula: Hoje em dia as pílulas possuem baixas dosagens de estrogénios (as suficientes para impedirem uma gravidez) associadas a progestativos (derivados da progesterona) para contrabalançar os efeitos negativos dos estrogénios. As pílulas com altas dosagens de estrogénios não são muito comuns. O velho conceito de que a pílula provoca o cancro da mama, pelo menos em teoria está ultrapassado. Em determinadas situações clínicas, como o síndrome do ovário poliquístico, a pílula pode actuar como uma protecção da mama.
Doenças mamárias benignas: algumas doenças da mama, benignas, podem originar alterações que mais tarde evoluem para cancro.
Obesidade: os estrogénios são também produzidos nos tecidos gordos, o que na mulher obesa provoca um aumento do nível de estrogénios, elevando o risco de cancro da mama.
Doenças hepáticas (afecção do fígado): os estrogénios são excretados através do fígado. Um mau funcionamento do órgão pode causar uma deficiente excreção e um consequente aumento dos estrogénios circulantes.
Traumatismos: quando uma mulher se magoa na mama, uma pancada, ou uma queda, se o traumatismo for grande pode transformar-se num hematoma que, por vezes, desaparece casualmente ou pode provocar alterações desencadeadoras do cancro da mama.
Diagnóstico precoce
Condiciona o tratamento e a possível cura. Para isso, há que se ter em atenção os factores de risco, a observação mamária, feita pela mulher e pelo especialista clínico, e os exames (mamografias, ecografias e outros). O auto-exame é fundamental, pois a mulher, melhor que ninguém, conhece a sua própria mama e pode notar alterações. Deve ser efectuado na semana seguinte à menstruação. A observação é realizada em frente ao espelho e a apalpação durante o banho: a pele molhada e ensaboada aumenta a sensibilidade. Existem alguns sinais que podem ser de alerta: mamilo metido para dentro; mamilo com aspecto descamativo, tipo eczema; depressões ou “covas” na mama; inchaços; pele tipo casca de laranja; circulação muito evidente ou qualquer outra alteração no aspecto da mama; corrimentos através dos mamilos; nódulos na mama e também ao nível das axilas e da região supraclavicular. Apertar o braço contra o tronco, em frente ao espelho, pode evidenciar o aparecimento de depressões na mama. A partir dos 40 anos, todas as mulheres devem fazer a primeira mamografia, o antes, se existirem factores de risco. Quanto mais precoce for o diagnóstico maiores serão as armas terapêuticas.
Meios terapêuticos
A cirurgia é o tratamento por excelência, mas não é único. A quimioterapia está principalmente indicada quando já existe propagação do cancro da mama para outras regiões do corpo. A radioterapia e a hormonoterapia são outros exemplos de meios terapêuticos.
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Uma batalha a vencer
Publicada por Oncologia à(s) 08:45Não devemos, no entanto, esquecermo-nos que essa esperança de vida é maior quanto mais cedo for detectada a neoplasia.
A prevenção é, neste caso, uma das nossas armas mais poderosas.
Colo do útero
É o cancro mais fácil de prevenir. Um simples teste, feito pelo seu ginecologista ou médico de família, pode detectar alterações celulares. Se a malignidade for constatada, saiba que há entre 80% e 90% de possibilidades de sobrevivência, desde que detectado em fase inicial.
O que pode fazer
Proteja-se
-mude para uma pílula anticoncepcional de baixa dosagem hormonal, de preferência após consulta médica.
-diminua o uso de tabaco ou se possível deixe de fumar
-faça o exame Papanicolaou uma vez em cada dois anos, antes dos 40, e anualmente após essa idade.
Atenção aos sinais
-sangramento após a relação sexual ou entre as menstruações (metrorragias)
-dor durante a relação sexual (dispareunia)
-dor abdominal
Como controlar
O teste Papanicolaou é realizado peelo médico ginecologista ou clínico geral, que colhe o material no próprio consultório (durante o exame de rotina) e o encaminha para um laboratório. Durante o teste, as células são removidas, sem dor, do colo do útero e examinadas para despiste de anormalidade.
IMPORTANTE: se costuma ter feridas no colo do útero (cervicites), mantenha um controlo regular junto do seu ginecologista. Essas feridas são comuns, mas exames e uma observação constante e regular são fundamentais para a detecção precoce de transformações neoplásticas.
Ovários
A maioria dos quistos nos ovários são inofensivos e o tipo mais comum de malignidade encontrada pode ser tratado com sucesso se for detectado precocemente. Acredita-se não haver muita relação de hereditariedade.
O que pode fazer
Proteja-se
- verifique a sua história familiar
-considere o uso de pílulas anticoncepcionais de baixa dosagem. Acredita-se que o risco possa ser reduzido para metade, já que as modificações que acontecem naturalmente no corpo no período menstrual, e que podem provocar anormalidades, são reduzidas quando controladas.
Atenção aos sinais
-alterações menstruais
-dores nas costas
-dores abdominais (baixos ventre)
-náuseas
-inchaço abdominal
-cansaço/astenia
Como controlar
A detecção através de utra-sonografia está a ser desenvolvida. Ela aponta anormalidades, mas não ainda com a precisão necessária para diferenciar quistos benignos e malignos. Pode ser necessário recorrer ao TAC (ou a ressonância magnética) para ter a certeza das características do quisto. A ultra-sonografia é utilizada em grupos de alto risco:
-acima dos 45 anos
-com histórico familiar de cancro de ovário
Pulmões
Este cancro deve-se, entre outras causas, ao fumo. Deixar de fumar não apenas reduz o risco deste cancro como também uma serie de outras doenças como:
-ataque de coração. Doenças cardiovasculares.
-alergias
-sinusites
-cancro do estômago
O que pode fazer
Proteja-se
-não fume e procure evitares lugares com fumo
Atenção aos sinais
-tosse ou rouquidão persistente
-falta de ar (dispeneia)
-tosse com sangue (hemoptises)
-perda de peso e fraqueza
-Falta de apetite
Como controlar
Provavelmente o médico recomendará um Raio X de rotina caso a pessoa sofra com persistência de algum dos sintomas indicados. Em caso de dúvidas sobre a informação do Raio X pode ser feito um estudo mais pormenorizado através de uma tomografia ou um TAC, para despiste da situação.
Estômago
Uma alimentação mais saudável parece ser a chave para a redução do cancro no estômago. E isso nunca foi tão fácil de fazer. Prefira alimentos integrais, como o trigo, leite e cereais. Eles são ricos em fibras e ajudam a digestão para além de favorecerem a eliminação de toxinas do organismo. Dê especial importância aos alimentos frescos.
O que pode fazer
Proteja-se
-tenha uma dieta equilibrada. Diminua a carne vermelha e os alimentos gordurosos
-aumente a ingestão de vegetais e fibras
Atenção aos sinais
-náuseas e dores abdominais
-más digestões (dispepsia)
-perda de peso e apetite
-vómito de sangue
-sensação de plenitude gástrica
Como controlar
Caso haja desconfiança dos sintomas, pode ser feita endoscopia (introdução de um tubo pela boca/nariz), com biopsia (remoção de uma pequena amostra para exame). Só o médico pode fazer o diagnóstico.
Seios
Os auto-exames regulares (logo após a menstruação) podem detectar mudanças. Não perca tempo se suspeitar de algo anormal, mas lembre-se: mais de metade de todos os caroços encontrados são inofensivos. Contudo, se já há casos de cancro da mama na sua família, fique vigilante.
O que pode fazer
Proteja-se
-examine os seios mensalmente
-conheça a história familiar
-não fume
-evite as gorduras
-amamente (vai libertar a hormona prolactina que protege contra o cancro da mama.
Atenção aos sinais
-nódulos ou engrossamento aparente na pele dos seios, axilas ou ao redor das clavículas
-enrugamento dos mamilos e aréolas (pele de laranja)
-Secreção nos mamilos ou fissuras
-dor
Como controlar
O exame dos seios através da mamografia está cada vez mais generalizado e deve ser feito por mulheres entre os 50 e os 65 anos, de três em três anos. Se pertencer a um grupo de risco (tem familiares que tiveram cancro de mama, foi mãe depois dos 35 anos ou não tem filhos, teve menstruação precoce ou menopausa tardia), deve fazer o exame anualmente.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
TUMORES LÁCTEOS
Publicada por Oncologia à(s) 15:32 quinta-feira, 27 de maio de 2010
O leite pode provocar tumores malignos nos ovários. A conclusão saiu dos prestigiado Instituto Karolinska, na Suécia, que constatou que as mulheres que bebem dois ou mais copos de leite por dia aumentam até 50% os riscos de desenvolverem a doença. Mulheres entre os 38 e 76 anos foram acompanhadas durante 13 anos, para que os suecos descobrissem que o leite seria o alimento mais associado ao cancro de ovários. Das 266 voluntárias que foram diagnosticadas com o tumor, 125 avançaram para uma forma mais agressiva da doença porque ingeriram maiores quantidades de leite e seus derivados que as outras, durante aquele período de tempo. Ainda não se conhece bem a associação do leite a esta doença, mas uma teoria aponta a lactose (um tipo de açucar encontrado na bebida) como um possível estimulante das normas que, por sua vez, estimulam o crescimento de tumores.
Outros estudos já haviam apontado a lactose como um factor de risco para outros cancros, como o da mama e o da próstata.
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PREVENIR CANCRO DA PRÓSTATA
Publicada por Oncologia à(s) 15:30.jpg)
Especialistas norte-americanos identificaram um processo biológico que parece conseguir parar o crescimento dos tumores da próstata.
De acordo com um estudo divulgado na Nature, este processo, que faz parte do envelhecimento e é controlado por determinados genes, resulta na incapacidade das células e, por consequência também os tumores, crescerem normalmente.
Os homens com cancro da próstata não têm os genes que intervêm neste processo, pelo que corrigir esta falha pode ser uma forma eficaz de evitar a progressão do tumor.
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ABORTO E TUMOR
Publicada por Oncologia à(s) 13:01Uma análise combinada de 23 estudos indica que o aborto provocado pode aumentar ligeiramente o risco de uma mulher desenvolver posteriormente um cancro da mama. O aumento, à volta dos 30%, é, mesmo assim, consideravelmente menor daquele que deriva, por exemplo, de antecedentes familiares do cancro da mama ou de atrasar o primeiro parto para depois dos 30 anos.
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VERÃO NOVO, CREME NOVO
Publicada por Oncologia à(s) 12:39
Se ainda tem embalagem de protector solar do ano passado, o mais prudente será substituí-la por uma embalagem nova. Com o passar do tempo e devido à acção da temperatura ambiente, o índice do filtro solar pode diminuir. O creme deixa de conferir à pele a protecção esperada contra os raios solares. O melhor será, pois, comprar um protector solar novo (pergunte ao vendedor se o produto é deste ano) e, se for caso disso, usar o antigo como creme hidratante, por exemplo, quando chegar da praia.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
CANCRO (EXPERIÊNCIA COM RATOS)
Publicada por Oncologia à(s) 14:38 terça-feira, 25 de maio de 2010
As células que sofreram uma modificação nefasta que as torna cancerosas multiplicam-se e agrupam-se dirigindo-se a alvos precisos: ainda que pequeníssimo, o tumor incipiente estabelece canais de comunicação com os vasos sanguíneos mais próximos do alimento. Ao entrarem em contacto, começam a formar-se novos vasos sanguíneos, que permitem ao tumor maligno espalhar-se pelo corpo.
Basta uma pequena mas significativa alteração numa célula para que esta se torne cancerosa. Mas como é que as células se começam a organizar para dar origem a um tumor? Uma equipa de investigação do Centro de Médico da Universidade de Duke dá os primeiros passos para a resposta a esta questão.
Quando os tumores chegam ao tamanho da cabeça de um alfinete, são já compostos por uma quantidade de células que pode oscilar entre um milhão e dez milhões. Mas, quando chegam a este tamanho, precisam de ter acesso a novas reservas de oxigénio, para poderem continuar a crescer. E, segundo esta equipa, entram em comunicação com os vasos sanguíneos mais próximos, para garantir novas fontes de alimentação, que lhes permitam escapar à morte por asfixia.
A equipa de Chuan-Yuan Li manipulou células cancerosas de ratinhos de forma a que estas produzissem uma proteína verde fluorescente, para que se pudessem distinguir bem nas observações microscópicas. Depois, explicam comunicado da universidade, injectou estas células cancerosas fluorescentes numa espécie de recipiente criado na pele dos ratinhos, que permite o desenvolvimento dos tumores sem que o animal morra.
Apenas umas três ou quatro células implantadas nos ratinhos sobreviveram mas as que o fizeram começaram a organizar-se para formar um tumor, ordeiramente, à medida que se multiplicavam, avançaram para os vasos sanguíneos mais próximos. E, ao oitavo dia, estes pequenos grupos de células – entre 100 e 300 apenas – eram alimentados por novos vasos sanguíneos.
Como é que isto aconteceu? As células cancerosas comunicaram activamente com os vasos sanguíneos, concluíram os investigadores, através de uma segunda experiência: injectaram nos ratinhos um inibidor da formação de novos vasos sanguíneos, juntamente com as células cancerosas. Na prática, o que fizeram foi cortar as possibilidades de comunicação entre os dois: impediram que uma molécula que actua como um factor de crescimento para os vasos sanguíneos se ligasse aos receptores das células cancerosas. Todas as células privadas desta molécula morreram, sem terem conseguido alcançar os vasos sanguíneos.
“O que testemunhámos foi uma espécie de atracção mútua entre vasos e os tumores”, disse Mark Dewhirst. “Agora, o que temos de fazer é identificar os mecanismos desta atracção, para estudar a possibilidade de os usar como alvos para novas terapias ”.
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domingo, 23 de maio de 2010
ESTUDO NORTE-AMERICANO SOBRE OS MEDICAMENTOS QUE BAIXAM A GORDURA NO SANGUE. CONTRA O COLESTEROL, A FAVOR DO CANCRO?
Publicada por Oncologia à(s) 17:33 domingo, 23 de maio de 2010
Os medicamentos que reduzem a taxa de colesterol no sangue causam cancro em animais de laboratório, anunciaram cientistas norte-americanos da universidade da Califórnia, em São Francisco. Estes cientistas defendem mesmo que os remédios podem ter o mesmo efeito sobre os seres humanos.
A investigação cobriu dois tipos de medicamentos que são recomendados vulgarmente contra a hipercolesterolemia, um problema que provoca graves problemas cardiovasculares. Entre os fármacos estudados estão os lideres de mercado mundiais Mevinacor, à base de lovastatina, e Lopid, à base de gemfibrozil.
Thomas Newman e Stephen Hulley afirmam, no trabalho que publicaram na revista da Associação Médica Americana (“Journal of the American Medical Association”), que encontraram uma prova “indiscutível” de que os ratinhos desenvolviam tumores depois de lhes terem sido administradas grandes doses desses produtos. Ainda segundo os investigadores, os medicamentos foram aprovados sem que se tivesse dado muita importância ao se potencial cancerígeno devido à sua eficácia na redução de ataques cardíacos.
Numa atitude algo inédita, a própria assiciação médica escreve um editorial na revista, criticando os resultados da pesquisa dos investigadores californianos. Alega que os roedores de laboratório são mais susceptíveis de contrair cancro que os seres humanos e que os fármacos foram testados em dose muito mais elevadas do que as que as pessoas normalmente tomam.
“Quase 50 por cento dos químicos testados em roedores são cancerígenos. Não há qualquer prova em seres humanos”, lê-se no editorial, assinado por James Dalen e Wlliam Dalton, do Colégio de Medicina da Universidade do Arzona. Jonathan Tobert, médico do laboratório farmacêutico Merck, que produz o Mevinacor e Zocor, criticou, por seu lado, o estudo acusando-o se ser “contraproducente porque pode assustar as pessoas que têm realmente de tomar estes medicamentos”.
De qualquer modo, os cientistas da Universidade da Califórnia não colocam em causa os efeitos benéficos que estes medicamentos têm ao nível da prevenção dos problemas cardiovasculares. Consideram mesmo que os medicamentos devem continuar a ser ministrados às pessoas que têm um risco extremamente elevado de doença coronária.
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sábado, 22 de maio de 2010
DESCOBERTAS PROTEINAS QUE ALIMENTAM TUMORES
Publicada por Oncologia à(s) 14:30 sábado, 22 de maio de 2010
Mais de 50 ratinhos desprovidos de duas proteínas envolvidas no processo de angiogénese – um processo natural do qual os tumores se alimentam – ficaram praticamente imunes ao desenvolvimento de tumores. A experiência, publicada na revista cientifica “Nature” por uma equipa de investigadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York (EUA), vem comprovar o que outros cientistas já defendiam: o estudo da angiogénese é o caminho certo para a descoberta de novas terapias.
O sucesso dos tumores deve-se, em parte, ao assalto que estes promovem à angiogénese – um mecanismo que possibilita a formação dos novos vasos sanguíneos que os tumores que precisam para se alimentar e crescer. Explica-se assim a razão pela qual os cientistas estão há tanto tempo tão interessados em controlar e compreender melhor este mecanismo, o que poderia levar ao desenvolvimento de novos medicamentos contra o cancro. A equipa de investigadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center analisou as funções de duas proteínas – a Id1 e Id3, que já se sabia estarem, envolvidas em alguns passos de um processo chamado transcrição.
Em trabalhos anteriores já se tinha verificado que a interrupção da comunicação entre os genes e estas duas proteínas em ratinhos geneticamente modificados provocava problemas de crescimento e desenvolvimento a vários níveis. Mas o que a equipa descobriu, que nunca tinha sido constatado até hoje, é que estas proteínas são necessárias no processo de angiogenese ao nível do sistema nervoso central. Lembrando o papel da angiogénese no desenvolvimento dos tumores, os cientistas verificaram que se reduzissem a quantidade destas proteínas inibiam o desenvolvimento do cancro e abriam a porta a novas possibilidades de tratamentos.
Dos 57 ratinhos estudados – a que se retiraram os genes que ordenam a produção destas proteínas e se injectaram 100 milhões de células cancerosas -, a equipa observou que muitos não desenvolveram cancro. Os tumores que se desenvolveram não cresceram nem se disseminaram.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
UM “COKTAIL” DE RADÃO
Publicada por Oncologia à(s) 14:28 quinta-feira, 20 de maio de 2010Uma equipa de médicos britânicos afirma ter descoberto por que razão os campos electromagnéticos, gerados por cabos de alta tensão ou por aparelhos eléctricos, podem estar na origem do aparecimento de cancro. Num artigo publicado no “International Journal Radiation Biology”, os autores da investigação falam de uma possível relação entre o cancro e os cabos de alta tensão por estes últimos atraírem partículas do gás radioactivo radão.
“ Os investigadores descobriram que tanto os cabos de alta tensão como os vulgares electrodomésticos são capazes de atrair os derivados radioactivos de radão, presentes no ar que se respira todos os dias”, diz a revista num comunicado. “Eles verificaram que, noutros estudos semelhantes, também havia provas de que podiam encontrar-se concentrações nocivas de derivados de radão por cima dos cabos de alta tensão. Nos campos electromagnéticos associados aos cabos pode assim concentrar-se um ‘cocktail’ de produtos potencialmente cancerígenos”.
“A radiação proveniente do radão e os derivados da sua desintegração são das substâncias cancerígenas mais poderosas que conhecemos”, sublinhou Dennis Henshaw.
Henshaw e os seus colegas da Universidade de Britol analisaram relatórios feitos desde há quase 20 anos. Segundo os autores, nesses registos as populações que vivem perto de cabos de alta tensão apresentam taxas de incidência particularmente elevadas de certos tipos de cancro, como a leucemia. Porém, nem todos os investigadores estão de acordo com esta leitura das estatísticas. De facto, neste momento existem provas de que os campos electromagnéticos gerados pelas linhas de alta tensão provocam mutações genéticas nos ratos. No entanto, ainda não há certezas de que o mesmo aconteça no homem
Henshaw e os colegas estudaram depois o radão – um gás que se encontra presente em quase todo o lado e que geralmente atinge concentrações mais elevadas nas casas construídas em regiões graníticas. Os investigadores colocaram películas de plástico destinadas a detectar partículas radioactivas do radão em diversos locais das casas.
Ora, além de essas partículas terem sido detectadas ao pé de postes de alta tensão, observou-se também que elas eram objecto de oscilações originadas pelo próprio campo magnético. ”Se se inala uma partícula em oscilação, ela tem maiores probabilidades de aderência”, diz Henshaw. E o Medical Research Council, que financiou o estudo, também concorda que estas partículas são mais facilmente inaladas.
De facto, para Henshaw “a questão não se resume aos derivados do radão” mas relaciona-se com as linhas de alta tensão capazes de atraírem as tais partículas e provocarem a sua oscilação.
Barry Michael, do Cancer Research Trust, considera aquela explicação representa “uma ruptura” do ponto de vista conceptual. Em contraponto, a Protecção Nacional Radiológica Britânica considera-a “improvável”. Num comunicado, afirma antes que as provas sugerem que os campos electromagnéticos reduzem ligeiramente a exposição humana aos derivados do radão. E acrescenta: “Não ficou estabelecido que a exposição aos derivados de radão provoque qualquer tipo de cancro”.
Para Henshaw, essa leitura está “errada”, pois “as provas experimentais mostram um aumento de radão” à volta dos campos electromagnéticos. No entanto, o investigador sublinha que deste estudo não emerge a conclusão directa de que o radão atraído pelos cabos de alta tensão provoque cancro. Para chegar a essa conclusão, são necessários mais estudos.
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COMBATA AS ONDAS DE CALOR
Publicada por Oncologia à(s) 12:47
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
AUTO-EXAME EM CAUSA
Publicada por Oncologia à(s) 11:22 sexta-feira, 14 de maio de 2010
Durante muito tempo, recomendou-se às mulheres que examinassem e palpassem os seios uma vez por mês, para detectar mais rapidamente certas anomalias. Agora, a utilidade do auto-exame foi posta em causa. Os estudos levados a cabo não conseguiram demonstrar nenhum benefício em termos de mortalidade por cancro da mama. Geralmente, quando o cancro é detectável através do auto-exame, já é muito volumoso. Certos estudos suspeitam mesmo, que o auto-exame mensal tenha mais inconvenientes do que vantagens. Tal deve-se a elevado número de falsos problemas detectados, que originam angústias frequentes e levam a demasiados exames complementares sem utilidade. O auto-exame deve ser, então, desaconselhado? É difícil responder. Sem dúvida, este exame permite, em alguns casos, encontrar cancros mais cedo. Mas, infelizmente, o diagnóstico precoce nem sempre significa um tratamento mais eficaz. Assim, o auto-exame pode ter consequências positivas para algumas mulheres, mas estas não serem suficientes para superar os inconvenientes para a população em geral. Por exemplo, as mulheres podem tornar-se reféns do exame, passando por um ritual mensal de ansiedade psicológica que, muitas vezes, acaba no consultório do médico com um pedido de exames de diagnóstico. Se mesmo assim, decidir fazer o auto-exame, convêm fazê-lo a seguir ao período menstrual, altura em que a mama é menos granulosa e densa.
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CANCRO DO COLO-RECTAL - RASTREIO
Publicada por Oncologia à(s) 11:21
Os homens e as mulheres com mais de 50 anos devem ser submetidas regularmente a uma despistagem de cancro do colo-rectal, a segunda forma de cancro mais mortal, aconselhou uma comissão consultiva do Serviço de Saúde Publica dos Estados Unidos. O rastreio deve constar de um exame anual das fezes para pesquisa de vestígios de sangue, pois este pode se um dos primeiros sinais daquela forma de cancro – ainda que apenas 10 por centro dos casos onde é detectado sangue tenham um tumor por origem. A comissão aconselhou a realização regular de um exame endoscópio do recto e do cólon descendente mas não especificou com que frequência ele deveria ser feito. Esta é a primeira vez que uma comissão oficial norte-americana recomenda formalmente um rastreio regular desta doença. Até aqui, os peritos de organismo estatais tinham considerado que não havia suficientes provas da eficácia da despistagem. A Sociedade Americana de Cancro vem defendendo o exame anual das fezes há anos.
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TOME NOTA
Publicada por Oncologia à(s) 10:54
· A Sociedade Portuguesa de Senologia, que se ocupa das doenças da mama e, em especial, do cancro, recomenda que as mulheres entre os 50 e os 69 anos sejam submetidas a uma mamografia a cada dois anos. As mulheres com factor de riscos importantes, como antecedentes de familiares de cancro da mama e mutação dos genes BRCA confirmada, deverão iniciar o rastreio mais cedo e com menor tempo de intervalo entre as mamografias.
· A utilidade do rastreio antes dos 50 anos é controversa, assim como depois dos 70.
· A mamografia é um método de rastreio e um auxiliar de diagnóstico, mas não permite prevenir o cancro da mama.
· As mulheres submetidas ao rastreio devem ser claramente informadas. Importa referir não só os benefícios, mas também os possíveis inconvenientes e os limites da mamografia.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
CANCRO DO PANCREAS - DPC4 TRAZ ESPERANÇA
Publicada por Oncologia à(s) 14:25 quarta-feira, 12 de maio de 2010
Um gene associado ao aparecimento de metade dos cancros do pâncreas acaba de ser descoberto por investigadores da Universidade Johns Hopkins (EUA), que descrevem os seus resultados na revista “Science”. O cancro do pâncreas, que afecta cerca de 30.000 pessoas por ano nos Estados Unidos, é extremamente agressivo. Só um em cada 500 casos é tratável cirurgicamente, tendo na esmagadora maioria dos casos já criado metástases quando é detectado. Em geral, os doentes morrem em menos de dois meses e a taxa de sobrevivência a cinco anos é inferior a um por centro. Daí a importância de se perceber os mecanismos que dão origem a este cancro, de forma a conseguir um dia preveni-lo. A descoberta agora anunciada poderá representar um importante passo nesse sentido. Scott Kern e os seus colegas descobriram um gene, que denominaram DPC4, no cromossoma humano nº 18e que se encontra mutado ou ausente em cerca de 50 por centro dos tumores malignos do pâncreas examinados por eles. O DPC4 não é um gene de predisposição a este cancro, mas antes um gene “supressor” de tumores. Segundo os cientistas, ele parece estar implicado num sistema de inibição do crescimento celular e a sua inactivação contribui para a proliferação descontrolada característica das células cancerosas.
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NÃO IGNORE OS SINAIS DE ALERTA
Publicada por Oncologia à(s) 11:04
Maria Margarida Pina, de Rio de Mouro, tinha 57 anos quando descobriu um pequeno caroço, do tamanho de um bago de milho, no seio direito, junto à axila. Por vezes, sentia uma ligeira dor. “Apesar de algumas pessoas me dizerem no sítio onde era, não me devia preocupar, só fiquei descansada quando fui ao médico de família”, conta Maria. O médico prescreveu-lhe uma mamografia, que revelou fazer exames complementares. Maria Pina foi, então, encaminhada para uma consulta no Hospital Curry Cabral.
Depois de uma biopsia, o diagnóstico foi o menos desejado: tumor maligno. Seguiu-se uma cirurgia, em que lhe retiraram parte da mama e dos gânglios da axila afectada. O tratamento foi complementado em cerca de um mês de radioterapia e medicação. Desde então faz análises ao sangue semestrais e uma mamografia por ano. Mas nunca mais teve problemas. “As pessoas descuidam-se e não o deveriam fazer. Hoje, com 68 anos, porque teve medo de ir ao médico quando detectou os sintomas”.
Para que o diagnóstico precoce de cancro da mama possa levar a histórias de sucesso, como a de Maria Pina, é preciso que as mulheres procurem o seu médico de família caso detectem algum dos sinais de alerta.
1- -- - Tumefacção (pequenos caroços)
2- - - Pele vermelha
3- --- Pele tipo casca de laranja
4- - - Inversão do mamilo
5- - - Corrimento mamilar (sobretudo, com sangue)
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
CANCRO DA CABEÇA ATINGE CADA VEZ MAIS JOVENS
Publicada por Oncologia à(s) 03:21 sexta-feira, 7 de maio de 2010
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O cancro é a causa de morte mais comum na Europa
Publicada por Oncologia à(s) 03:20
A maioria dos países da UE adoptou uma estratégia para reduzir as taxas de mortalidade. Muitas dessas estratégias incluem acções de informação no Dia Mundial da Luta contra o Cancro, celebrado em 4 de Fevereiro.
Por seu lado, a UE pretende baixar em 15% as taxas de cancro até 2020, pelo que prossegue a luta contra o cancro em duas frentes, incentivando um estilo de vida saudável e financiando a investigação do tratamento do cancro.
O Código Europeu de Luta contra o Cancro apresenta 11 conselhos práticos baseados em dados científicos para ajudar as pessoas a manterem-se de boa saúde e a reduzirem o risco de desenvolver qualquer tipo de cancro.
Assim, recomenda a prática diária de exercício físico e um consumo máximo de uma (no caso das mulheres) ou duas (no caso dos homens) bebidas alcoólicas por dia.
Cientistas, médicos e associações de doentes colaboram no âmbito da Parceria Europeia de Acção contra o Cancro . O financiamento da UE facilita a partilha de informações, equipamentos e conhecimentos especializados no âmbito desta parceria.
A discrepância entre os enormes progressos realizados pelos investigadores no domínio do tratamento do cancro e o número extremamente elevado de pessoas que continuam a morrer desta doença aponta para a necessidade de investir mais na investigação. Entre 2002 e 2006, a UE canalizou 480 milhões de euros para a investigação do cancro, tendo financiado 108 projectos específicos. Esse montante será ainda mais elevado durante o período de 2007-2013.
Uma equipa financiada pela UE desenvolveu um biossensor capaz de identificar células cuja actividade pode impedir o crescimento de tumores. Esta técnica poderá ajudar as vítimas do cancro a lutar contra a doença utilizando o seu próprio sistema imunitário.
Outros projectos destinam-se a investigar as causas do cancro, nomeadamente em que medida a exposição à poluição atmosférica afecta a saúde a longo prazo.
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Actividade física pode reduzir mortes causadas pelo cancro da próstata
Publicada por Oncologia à(s) 03:16
Os pesquisadores avaliaram os níveis de atividade física de 2.686 pacientes, tanto antes como depois de terem sido diagnosticados com câncer. Pacientes com diagnóstico de metástase não foram incluídos no estudo.
" Identificamos benefícios com níveis de atividade facilmente atingíveis. Os resultados sugerem que homens com câncer de próstata deveriam fazer alguma atividade física para sua saúde" , disse Stacey Kenfield, da Escola de Saúde Pública Harvard, autora principal do estudo.
Homens que mantiveram três horas ou mais dos chamados equivalentes metabólicos por semana - que equivalem a correr, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis por meia hora por semana - apresentaram risco 35% menor de mortalidade geral do que os demais.
Com relação a caminhadas, os pesquisadores observaram que os pacientes que andaram mais de quatro horas por semana tiveram um risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa quando comparados com os que andaram menos de 20 minutos por semana.
Não foi apenas o tempo: a velocidade também contou bastante. Aqueles que andaram mais de 90 minutos em um ritmo normal para acelerado apresentaram risco de morte 51% menor do que aqueles que andaram menos e em ritmo menos intenso.
Mas a caminhada não mostrou efeito específico na mortalidade por câncer de próstata. Entretanto, o cenário foi outro com exercícios mais vigorosos. Homens que mantiveram pelo menos cinco horas semanais de atividades físicas vigorosas tiveram redução no risco de mortalidade pela doença.
" Esse é o primeiro grande estudo populacional a examinar os exercícios em relação à mortalidade em sobreviventes de câncer de próstata. Não conhecemos os efeitos moleculares exatos que a atividade física tem sobre a doença, mas sabemos que os exercícios influenciam um número de hormônios que se estima estarem envolvidos com a doença, além de melhorar a função imunológica e reduzir inflamações" , disse Stacey.
" Como esses fatores atuam em conjunto para afetar o câncer de próstata do ponto de vista biológico é algo que ainda teremos que descobrir. Mas, por enquanto, os dados obtidos permitem indicar que cinco horas ou mais de exercícios vigorosos por semana podem diminuir a taxa de mortalidade devido à doença" , afirmou.
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Cancro
A investigação constante, numa área de intervenção tão importante como o cancro é, inquestionavelmente, necessária. Cada vez se sabe mais sobre as suas causas, sobre a forma como se desenvolve e cresce, ou seja, como progride. Estão, também, a ser estudadas novas formas de o prevenir, detectar e tratar, tendo sempre em atenção a melhoria da qualidade de vida das pessoas com cancro, durante e após o tratamento.
O cancro é a proliferação anormal de células.
O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.
Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor mas, nem todos os tumores correspondem a cancro.
Nos países da Europa e América do Norte o cancro mais frequente no homem tem sido o da próstata e o cancro mais mortal no homem tem sido o do pulmão; o cancro mais frequente na mulher é o da mama e o cancro mais mortal na mulher é o do pulmão.
O tempo é determinante no combate ao cancro. Informe-se e, pela sua saúde, consulte o médico quando suspeitar dessa situação. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.
Visita ao Laboratório da Crioestaminal
Peditório para a Liga Portuguesa Contra o Cancro
Este é o único comprovativo do grupo a dizer a quantia do peditório que realizamos.
Foto de grupo aquando do peditório.
