terça-feira, 1 de junho de 2010
Uma batalha a vencer
Publicada por Oncologia à(s) 08:45 terça-feira, 1 de junho de 2010Não devemos, no entanto, esquecermo-nos que essa esperança de vida é maior quanto mais cedo for detectada a neoplasia.
A prevenção é, neste caso, uma das nossas armas mais poderosas.
Colo do útero
É o cancro mais fácil de prevenir. Um simples teste, feito pelo seu ginecologista ou médico de família, pode detectar alterações celulares. Se a malignidade for constatada, saiba que há entre 80% e 90% de possibilidades de sobrevivência, desde que detectado em fase inicial.
O que pode fazer
Proteja-se
-mude para uma pílula anticoncepcional de baixa dosagem hormonal, de preferência após consulta médica.
-diminua o uso de tabaco ou se possível deixe de fumar
-faça o exame Papanicolaou uma vez em cada dois anos, antes dos 40, e anualmente após essa idade.
Atenção aos sinais
-sangramento após a relação sexual ou entre as menstruações (metrorragias)
-dor durante a relação sexual (dispareunia)
-dor abdominal
Como controlar
O teste Papanicolaou é realizado peelo médico ginecologista ou clínico geral, que colhe o material no próprio consultório (durante o exame de rotina) e o encaminha para um laboratório. Durante o teste, as células são removidas, sem dor, do colo do útero e examinadas para despiste de anormalidade.
IMPORTANTE: se costuma ter feridas no colo do útero (cervicites), mantenha um controlo regular junto do seu ginecologista. Essas feridas são comuns, mas exames e uma observação constante e regular são fundamentais para a detecção precoce de transformações neoplásticas.
Ovários
A maioria dos quistos nos ovários são inofensivos e o tipo mais comum de malignidade encontrada pode ser tratado com sucesso se for detectado precocemente. Acredita-se não haver muita relação de hereditariedade.
O que pode fazer
Proteja-se
- verifique a sua história familiar
-considere o uso de pílulas anticoncepcionais de baixa dosagem. Acredita-se que o risco possa ser reduzido para metade, já que as modificações que acontecem naturalmente no corpo no período menstrual, e que podem provocar anormalidades, são reduzidas quando controladas.
Atenção aos sinais
-alterações menstruais
-dores nas costas
-dores abdominais (baixos ventre)
-náuseas
-inchaço abdominal
-cansaço/astenia
Como controlar
A detecção através de utra-sonografia está a ser desenvolvida. Ela aponta anormalidades, mas não ainda com a precisão necessária para diferenciar quistos benignos e malignos. Pode ser necessário recorrer ao TAC (ou a ressonância magnética) para ter a certeza das características do quisto. A ultra-sonografia é utilizada em grupos de alto risco:
-acima dos 45 anos
-com histórico familiar de cancro de ovário
Pulmões
Este cancro deve-se, entre outras causas, ao fumo. Deixar de fumar não apenas reduz o risco deste cancro como também uma serie de outras doenças como:
-ataque de coração. Doenças cardiovasculares.
-alergias
-sinusites
-cancro do estômago
O que pode fazer
Proteja-se
-não fume e procure evitares lugares com fumo
Atenção aos sinais
-tosse ou rouquidão persistente
-falta de ar (dispeneia)
-tosse com sangue (hemoptises)
-perda de peso e fraqueza
-Falta de apetite
Como controlar
Provavelmente o médico recomendará um Raio X de rotina caso a pessoa sofra com persistência de algum dos sintomas indicados. Em caso de dúvidas sobre a informação do Raio X pode ser feito um estudo mais pormenorizado através de uma tomografia ou um TAC, para despiste da situação.
Estômago
Uma alimentação mais saudável parece ser a chave para a redução do cancro no estômago. E isso nunca foi tão fácil de fazer. Prefira alimentos integrais, como o trigo, leite e cereais. Eles são ricos em fibras e ajudam a digestão para além de favorecerem a eliminação de toxinas do organismo. Dê especial importância aos alimentos frescos.
O que pode fazer
Proteja-se
-tenha uma dieta equilibrada. Diminua a carne vermelha e os alimentos gordurosos
-aumente a ingestão de vegetais e fibras
Atenção aos sinais
-náuseas e dores abdominais
-más digestões (dispepsia)
-perda de peso e apetite
-vómito de sangue
-sensação de plenitude gástrica
Como controlar
Caso haja desconfiança dos sintomas, pode ser feita endoscopia (introdução de um tubo pela boca/nariz), com biopsia (remoção de uma pequena amostra para exame). Só o médico pode fazer o diagnóstico.
Seios
Os auto-exames regulares (logo após a menstruação) podem detectar mudanças. Não perca tempo se suspeitar de algo anormal, mas lembre-se: mais de metade de todos os caroços encontrados são inofensivos. Contudo, se já há casos de cancro da mama na sua família, fique vigilante.
O que pode fazer
Proteja-se
-examine os seios mensalmente
-conheça a história familiar
-não fume
-evite as gorduras
-amamente (vai libertar a hormona prolactina que protege contra o cancro da mama.
Atenção aos sinais
-nódulos ou engrossamento aparente na pele dos seios, axilas ou ao redor das clavículas
-enrugamento dos mamilos e aréolas (pele de laranja)
-Secreção nos mamilos ou fissuras
-dor
Como controlar
O exame dos seios através da mamografia está cada vez mais generalizado e deve ser feito por mulheres entre os 50 e os 65 anos, de três em três anos. Se pertencer a um grupo de risco (tem familiares que tiveram cancro de mama, foi mãe depois dos 35 anos ou não tem filhos, teve menstruação precoce ou menopausa tardia), deve fazer o exame anualmente.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cancro
Publicada por Oncologia à(s) 16:04 quinta-feira, 27 de maio de 2010Etiquetas: videos 0 comentários
TUMORES LÁCTEOS
Publicada por Oncologia à(s) 15:32
O leite pode provocar tumores malignos nos ovários. A conclusão saiu dos prestigiado Instituto Karolinska, na Suécia, que constatou que as mulheres que bebem dois ou mais copos de leite por dia aumentam até 50% os riscos de desenvolverem a doença. Mulheres entre os 38 e 76 anos foram acompanhadas durante 13 anos, para que os suecos descobrissem que o leite seria o alimento mais associado ao cancro de ovários. Das 266 voluntárias que foram diagnosticadas com o tumor, 125 avançaram para uma forma mais agressiva da doença porque ingeriram maiores quantidades de leite e seus derivados que as outras, durante aquele período de tempo. Ainda não se conhece bem a associação do leite a esta doença, mas uma teoria aponta a lactose (um tipo de açucar encontrado na bebida) como um possível estimulante das normas que, por sua vez, estimulam o crescimento de tumores.
Outros estudos já haviam apontado a lactose como um factor de risco para outros cancros, como o da mama e o da próstata.
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PREVENIR CANCRO DA PRÓSTATA
Publicada por Oncologia à(s) 15:30.jpg)
Especialistas norte-americanos identificaram um processo biológico que parece conseguir parar o crescimento dos tumores da próstata.
De acordo com um estudo divulgado na Nature, este processo, que faz parte do envelhecimento e é controlado por determinados genes, resulta na incapacidade das células e, por consequência também os tumores, crescerem normalmente.
Os homens com cancro da próstata não têm os genes que intervêm neste processo, pelo que corrigir esta falha pode ser uma forma eficaz de evitar a progressão do tumor.
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A nossa escolha...
Publicada por Oncologia à(s) 15:18Etiquetas: A nossa escolha... 0 comentários
Cancro do pâncreas
Publicada por Oncologia à(s) 15:10.jpg)
TIPOS
No pâncreas podem-se desenvolver tumores malignos distintos, alguns provocados pelo próprio órgão e outros correspondentes à expansão directa de cancros localizados nas estruturas vizinhas ou, então, são procedentes de outros focos, até muito afastados (metástases do cancro do pulmão, mama, rins, etc.).
A maior parte dos tumores malignos primitivos do pâncreas são de tipo carcinoma, formados a partir das células que constituem os ácinos glandulares, canalículos e canais pancreáticos. Podem aparecer em qualquer parte do órgão, ainda que cerca de 70% dos casos se localizem na cabeça do pâncreas, enquanto que 20% dos casos se encontram no corpo do pâncreas e apenas 10% se desenvolvem na cauda.
Esta diferença entre eles acaba por ser de máxima importância, não tanto do ponto de vista do comportamento dos tumores, que por serem malignos têm sempre uma evolução espontânea desfavorável, mas sim no que se refere ao eventual aparecimento de manifestações precoces, aumentando as probabilidades de um diagnóstico preciso e de um tratamento eficaz. Efectivamente, os cancros que se desenvolvem no corpo e na cauda do pâncreas costumam passar despercebidos até às fases de evolução mais avançadas e, normalmente, quando são descobertos, já é tarde para aplicar um tratamento curativo. Por outro lado, os tumores que se localizam na cabeça do órgão têm, por vezes, manifestações características que servem de indício para o problema e propiciam o seu diagnóstico - ao longo do seu desenvolvimento, costumam provocar uma compressão do colédoco, canal das vias biliares que atravessa esta zona do pâncreas para terminar no duodeno, o que provoca uma obstrução do fluxo da bílis e dá lugar a uma sintomatologia especial de que se falará mais adiante.
MANIFESTAÇÕES
O cancro do pâncreas costuma ser assintomático durante muito tempo, até que o seu crescimento gradual obstrua o fluxo das secreções pancreáticas ou da bílis até ao duodeno, alterando a função do órgão, ou então que invada as estruturas adjacentes.
As manifestações costumam aparecer em fases já relativamente avançadas da doença, excepto quando o tumor se forma no canal pancreático principal (canal de Wirsung) ou próximo do ponto em que este acaba no duodeno (ampola de Vater), uma vez que se sentem imediatamente os sintomas de uma obstrução das vias biliares (o colédoco acaba junto com o canal de Wirsung no duodeno). Assim, de acordo com a localização do tumor, pode ocorrer uma icterícia como consequência da obstrução do fluxo da bílis provocada pela compressão do colédoco.
Independentemente de este sintoma ocorrer ou não, a principal manifestação é a dor sentida na parte central e superior do abdómen e, por vezes, mais patente no flanco esquerdo ou no direito, alastrando-se até à parte central das costas. Trata-se de uma dor contínua e forte, que se mantém durante a noite e que se vai intensificando com o tempo.
À medida que o tumor se desenvolve, o paciente apresenta uma acentuada perda de apetite, náuseas e vómitos, bem como problemas digestivos provocados pela falha da função pancreática. Tudo isto origina um emagrecimento progressivo, com uma significativa perda de peso que, ocasionalmente, constitui um dos primeiros sinais da doença.
Quando a doença se encontra num estado avançado, aparecem sensações de cansaço e debilidade, febre, distensão abdominal após as refeições e manifestações típicas de falta de suco pancreático, como defecações frequentes e volumosas, com restos de alimentos mal digeridos.
Além disso, pode-se desenvolver a diabetes, se as estruturas pancreáticas incumbidas da produção da insulina (ilhéus de Langerhans) forem destruídas. Este distúrbio metabólico caracteriza-se por um aumento da concentração de glicose (hiperglicemia) e provoca um aumento da produção de urina e uma grande sensação de sede, entre outras manifestações típicas evidentes. Nos estádios finais da doença cancerosa, o paciente afectado apresenta sinais de desnutrição e, eventualmente, sintomas derivados da infiltração dos órgãos vizinhos ou das propagações à distância do cancro (a temida metástase), com o possível desenvolvimento de numerosas e diversas complicações que colocam em perigo a sua vida.
TRATAMENTO
O único tratamento eficaz do cancro do pâncreas é a cirurgia, com a extracção do tumor e dos tecidos adjacentes presumidamente infiltrados. Geralmente, procede-se à extracção total do pâncreas (pancreatectomia), medida que se pode complementar com a radioterapia (aplicação de radiações) e a quimioterapia (administração de medicamentos anticancerosos). Após a operação, o paciente deverá tomar preparados com enzimas digestivas e medicamentos hormonais que substituam as secreções do pâncreas durante toda a vida.
De qualquer modo, esta acção terapêutica, com intenção curativa, apenas é possível numa percentagem relativamente reduzida dos casos, quando o tumor maligno ainda se encontra nas primeiras fases da doença.
Se o cancro for diagnosticado em estádios mais avançados, como acontece na maior parte dos casos, apenas resta proceder a um tratamento de carácter paliativo, eliminando o foco tumoral e colocando sondas de drenagem para evitar a acumulação de bílis nas vias biliares, juntamente com a medicação adequada para aliviar a dor e restantes incómodos.
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Cancro
A investigação constante, numa área de intervenção tão importante como o cancro é, inquestionavelmente, necessária. Cada vez se sabe mais sobre as suas causas, sobre a forma como se desenvolve e cresce, ou seja, como progride. Estão, também, a ser estudadas novas formas de o prevenir, detectar e tratar, tendo sempre em atenção a melhoria da qualidade de vida das pessoas com cancro, durante e após o tratamento.
O cancro é a proliferação anormal de células.
O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.
Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor mas, nem todos os tumores correspondem a cancro.
Nos países da Europa e América do Norte o cancro mais frequente no homem tem sido o da próstata e o cancro mais mortal no homem tem sido o do pulmão; o cancro mais frequente na mulher é o da mama e o cancro mais mortal na mulher é o do pulmão.
O tempo é determinante no combate ao cancro. Informe-se e, pela sua saúde, consulte o médico quando suspeitar dessa situação. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.
Visita ao Laboratório da Crioestaminal
Peditório para a Liga Portuguesa Contra o Cancro
Este é o único comprovativo do grupo a dizer a quantia do peditório que realizamos.
Foto de grupo aquando do peditório.
