terça-feira, 25 de maio de 2010

CANCRO (EXPERIÊNCIA COM RATOS)

terça-feira, 25 de maio de 2010

As células que sofreram uma modificação nefasta que as torna cancerosas multiplicam-se e agrupam-se dirigindo-se a alvos precisos: ainda que pequeníssimo, o tumor incipiente estabelece canais de comunicação com os vasos sanguíneos mais próximos do alimento. Ao entrarem em contacto, começam a formar-se novos vasos sanguíneos, que permitem ao tumor maligno espalhar-se pelo corpo.

Basta uma pequena mas significativa alteração numa célula para que esta se torne cancerosa. Mas como é que as células se começam a organizar para dar origem a um tumor? Uma equipa de investigação do Centro de Médico da Universidade de Duke dá os primeiros passos para a resposta a esta questão.

Quando os tumores chegam ao tamanho da cabeça de um alfinete, são já compostos por uma quantidade de células que pode oscilar entre um milhão e dez milhões. Mas, quando chegam a este tamanho, precisam de ter acesso a novas reservas de oxigénio, para poderem continuar a crescer. E, segundo esta equipa, entram em comunicação com os vasos sanguíneos mais próximos, para garantir novas fontes de alimentação, que lhes permitam escapar à morte por asfixia.

A equipa de Chuan-Yuan Li manipulou células cancerosas de ratinhos de forma a que estas produzissem uma proteína verde fluorescente, para que se pudessem distinguir bem nas observações microscópicas. Depois, explicam comunicado da universidade, injectou estas células cancerosas fluorescentes numa espécie de recipiente criado na pele dos ratinhos, que permite o desenvolvimento dos tumores sem que o animal morra.

Apenas umas três ou quatro células implantadas nos ratinhos sobreviveram mas as que o fizeram começaram a organizar-se para formar um tumor, ordeiramente, à medida que se multiplicavam, avançaram para os vasos sanguíneos mais próximos. E, ao oitavo dia, estes pequenos grupos de células – entre 100 e 300 apenas – eram alimentados por novos vasos sanguíneos.

Como é que isto aconteceu? As células cancerosas comunicaram activamente com os vasos sanguíneos, concluíram os investigadores, através de uma segunda experiência: injectaram nos ratinhos um inibidor da formação de novos vasos sanguíneos, juntamente com as células cancerosas. Na prática, o que fizeram foi cortar as possibilidades de comunicação entre os dois: impediram que uma molécula que actua como um factor de crescimento para os vasos sanguíneos se ligasse aos receptores das células cancerosas. Todas as células privadas desta molécula morreram, sem terem conseguido alcançar os vasos sanguíneos.

“O que testemunhámos foi uma espécie de atracção mútua entre vasos e os tumores”, disse Mark Dewhirst. “Agora, o que temos de fazer é identificar os mecanismos desta atracção, para estudar a possibilidade de os usar como alvos para novas terapias ”.


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Cancro

No mundo inteiro, milhões de pessoas vivem com o diagnóstico de cancro.

A investigação constante, numa área de intervenção tão importante como o cancro é, inquestionavelmente, necessária. Cada vez se sabe mais sobre as suas causas, sobre a forma como se desenvolve e cresce, ou seja, como progride. Estão, também, a ser estudadas novas formas de o prevenir, detectar e tratar, tendo sempre em atenção a melhoria da qualidade de vida das pessoas com cancro, durante e após o tratamento.

O cancro é a proliferação anormal de células.

O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.

Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor mas, nem todos os tumores correspondem a cancro.

Nos países da Europa e América do Norte o cancro mais frequente no homem tem sido o da próstata e o cancro mais mortal no homem tem sido o do pulmão; o cancro mais frequente na mulher é o da mama e o cancro mais mortal na mulher é o do pulmão.

O tempo é determinante no combate ao cancro. Informe-se e, pela sua saúde, consulte o médico quando suspeitar dessa situação. Quanto mais cedo for detectado, maior a probabilidade de cura do cancro.



Visita ao Laboratório da Crioestaminal

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Peditório para a Liga Portuguesa Contra o Cancro

Peditório para a Liga Portuguesa Contra o Cancro
Este é o único comprovativo do grupo a dizer a quantia do peditório que realizamos.

Foto de grupo aquando do peditório.